Il sogno di un Erasmus #9 – Venezia

Depois de visitar Milão, atravessei o norte do país de comboio para ver Veneza, na região do Veneto. Tal como já tinha feito noutras viagens, parti de madrugada para poder chegar bem cedo. É engraçado como depois de sair da estação de comboio só se vê água, barcos e duas margens cheias de casas e monumentos.

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Veneza vista a partir da Ponte degli Scalzi

A beleza desta cidade é algo indescritível e incomparável!! Mostra-nos que realmente não é preciso um carro para passear quando o podemos fazer de barco e que não são precisas estradas.

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Chiesa di San Simeone Piccolo

Atravessei a Ponte degli Scalzi que se situa perto da estação e mesmo por cima do Grande Canal, que me levou à outra margem e à próxima ilhota. (Para os mais curiosos, Veneza é constituída por 117 ilhotas ligadas por pontes e divididas por canais.)

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Ponte degli Scalzi

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Depois de passar por ruazinhas apertadas, por alguns largos e canais mais pequenos, onde se passeava nas famosas gôndolas, cheguei ao mercado de Veneza, onde vi peixe fresco e a azafama dos fregueses.

 

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Canal Grande
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Canal Grande

Depois atravessei a Ponte di Rialto muito conhecida pelo comércio que se faz naquela zona e pela vista que nos mostra do tráfego marítimo.

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Vista para o Canal Grande a partir da Ponte di Rialto
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Ponte di Rialto
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Ponte di Rialto

Logo depois da pausa para almoçar, foi hora de passear pela Piazza San Marcos, onde se situa a Torre dell`Orologio, conhecido mundialmente e a Basilica di San Marcos.

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Torre dell`Orologio

 

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Piazza San Marco

Ainda estive perto da zona onde o Canal Grande abre para a Lagoa de Veneza, onde passei o resto da tarde, antes do calor do sol começar a desaparecer.

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Mais tarde, acabei por regressar à estação para voltar para Pisa. (Dica: a estação de Veneza é muito fria pelo que recomendo roupa quente se tiverem de esperar pelo vosso comboio).

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Ponte della Constituzione

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Foi uma das minhas cidades italianas preferidas!! Espero que tenham gostado!!

Arrivederci!!

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Il sogno di un Erasmus #8 – Milano

Depois dos exames finais e como ainda me restava uma semana de férias antes do segundo semestre de aulas, decidi fazer uma viagem de um dia a alguns lugares que ainda não tinha visitado.

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Duomo di Milano

Escolhi visitar Milão, na região da Lombardia e não me arrependi!! A cidade é muito bonita e cheia de vida!! Os monumentos são muito interessantes e o sol que se fazia sentir era muito agradável!! Viajei de comboio, que partiu de Pisa durante a madrugada, de maneira a chegar bem cedo à cidade.

O primeiro monumento que vi foi o Duomo di Milano, completamente diferente de todos os que já tinha visto em Itália. É um monumento de estilo gótico cuja construção começou no séc. XIV.

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Duomo di Milano

Depois passei pela Galeria Vittorio Emanuele II, que é me fez lembrar as Galeries Royales Saint-Hubert, de que vos falei no post sobre Bruxelas. Este é muito mais decorado e em tons dourados. É o centro comercial mais antigo de Itália, aberto desde 1867.

 

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Galeria Vittorio Emanuele II

Percorri as ruas da moda italiana, há procura de um lugar onde almoçar. Bem perto de uma igreja, encontrei um pequeno café que servia pizzas.

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Milão é uma cidade servida pelo metro, pelo que usei esse transporte para ver o Castello Sforzesco. O recinto do castelo é de entrada gratuita e composto por inúmeros detalhes, desde brasões a painéis que cobrem paredes inteiras e também jardins. Foi contruído no séc. XV por Francesco Sforza, duque de Milão.

 

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Castello Sforzesco

 

Mesmo perto do castelo encontra-se o Parco Sempione, onde passei a tarde quase toda, a apreciar os casais de patos que nadavam lado a lado e os cágados que pareciam estátuas a apanhar sol. Também vi um peixe a proteger o seu território e a guardar os seus ovos.

 

A última paragem foi o Arco della Pace, que se situa perto do parque. É um arco triunfal neoclássico dedicado à paz alcançada pelas nações europeias com o congresso de Viena de 1815. Foi inaugurado em 1838 com a presença do Imperador Ferdinando I de Aústria.

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Arco della Pace

Aí pude apreciar mais um gelado que me soube muito bem, apesar do frio que se sentia.  Como foi uma viagem de um dia, mais tarde voltei para a estação de comboios e me despedi desta linda cidade.

Espero que tenham gostado!!

Arrivederci!!

Il sogno di un Erasmus #7 – Genova

Ciao a tutti!!

Depois de visitar Bruxelas e de ir a Portugal passar o natal, voltei para Itália e dessa vez decidi vistar a cidade portuária de Genova, mais a norte, na região da Liguria. Esta cidade é conhecida devido ao papel que desempenhou no comércio marítimo durante muitos séculos.

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Levantei-me muito cedo para ir de Pisa até Genova com algumas amigas e utilizei a app Bla Bla Car, onde os condutores com lugares disponíveis no seu carro os disponibilizam em troca de um preço. É como se fosse uma boleia paga.

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Castelo D`Albertis
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Castelo D`Albertis

O primeiro lugar que visitei foi o Castelo d`Albertis, onde podemos ver toda a cidade e alguns dos pontos turísticos mais emblemáticos!! Não visitámos o museu que está no interior do castelo, por ser pago e porque queríamos ver mais lugares.

 

 

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Descemos por várias ruazinhas apertadas e por diversas escadarias que me fizeram lembrar Alfama em Lisboa. Demos com a Basilica della Santissima Annunziata del Vastato cuja beleza não consigo demonstrar com as fotos que tirei quando lá estive.

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Basilica della Santissima Annunziata del Vastato

 

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Interior da Basilica della Santissima Annunziata del Vastato

Ao irmos em direção ao centro da cidade ainda passámos na Basilica di Santa Maria delle Vigne, que conta também com uma beleza magnífica!! São ambos edifícios muito altos, pelo que tirar fotos em que caibam dentro do limite da máquina fotográfica é muito difícil!!

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Basilica di Santa Maria delle Vigne
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Interior da Basilica di Santa Maria delle Vigne

Achei estas basílicas mais bonitas do que o Duomo di Genova, que foi a próxima que visitei. Estava à espera de mais, visto ser a catedral da cidade. Por fora é muito bonita, mas por dentro não achei nada de especial, talvez por ser um pouco sombria.

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Duomo di Genova

 

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Interior do Duomo di Genova

Depois de um breve almoço, explorámos um pouco do centro da cidade e a zona perto do porto, que é muito agradável para dar um passeio.

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Marina de Genova

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Como percorremos tudo a pé e como era uma viagem de um dia apenas, decidimos visitar a Lanterna di Genova, que é o farol da cidade desde 1128. Demorámos imenso tempo a chegar pois fica mais afastada do centro da cidade.

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Lanterna di Genova

Valeu mesmo a pena todo o esforço a subir as inúmeras escadas, tanto dentro como fora do farol, para poder chegar ao cimo da torre de 77 metros de altura e que se situa a 117 metros acima da altura do mar. Foi um anoitecer em tons de lilás inesquecível!!

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Vista do lado direito da Lanterna di Genova
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Vista do lado esquerdo da Lanterna di Genova

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Voltamos já de noite e usámos o mesmo método para chegar a Pisa!! Foi uma viagem curta mas divertida!!

Espero que tenham gostado! Arrivederci!!

Agradecimentos fotográficos: Luana Silveira, Bárbara Martins e Marta Luís Lima (saudadinhas <3)

 

Bruxelas

Bonjour, ça va?

Um dos posts mais pedidos desde que iniciei a contar a minha aventura de erasmus foi Bruxelas. Mas Miguel tu não foste de erasmus para Itália? A resposta é sim, mas porque não aproveitar todos os voos baratos que ligam Pisa a outras cidades europeias? Foi o que fiz durante um fim de semana bem passado na capital das waffles.

DIA 1

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Cathédrale  des Saints Michel et Gudule

Aterrei bem cedo na capital belga e com os meus amigos tugas decidimos explorar um pouco da cidade, que tem tanto de antigo como de moderno e de belo. Não estava muito frio pelo sol que se fazia sentir, apesar de estarmos em novembro. Passamos por diversos edifícios mas a Cathédrale des Saints Michel et Gudule foi a que nos chamou mais à atenção, devido aos seus detalhes arquitetónicos e a imensidão do seu interior que nos deslumbrou a todos. Aconselho muito a visitar esta catedral do século XVI, onde se realizam os batizados, os casamentos e os funerais reais. Os vitrais são de uma beleza extraordinária!!

Interior da catedral

Após a nossa reflexão religiosa fomos em direção às famosas Galeries Royales Saint-Hubert, inauguradas em 1847, onde visitámos as lojas típicas, que parecem sair daqueles postais de natal, onde se veem as lojas artesanais, principalmente porque já estavam enfeitadas para a época natalícia e porque são mesmo bonitas, que de certeza ficavam com pena de ir embora tal como eu fiquei. Além do famoso e variado chocolate, provei também os macarons, que ainda hoje lembro o sabor com muito carinho.

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Galeries Royales Hubert

Depois de degustar todas estas maravilhas, fomos em direção à câmara municipal, que se situa na Grand-Place, considerada património mundial pela UNESCO desde 1998 pelas suas características arquitetónicas e importância histórica. Em todos os edifícios era possível ver o brilhante do ouro que reluzia com aquele sol de inverno.

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Grand-Place

Depois de termos espreitado o interior do Hard Rock Café decidimos ver o tão famoso Manneken Pis, que é uma estátua em bronze do século XVII, de um menino a urinar para a fonte. É mais pequeno do que as fotos que eu tinha visto, mas engraçado na mesma (especialmente as reações dos asiáticos ao verem a estátua a fazer xixi hehehe).

Manneken Pis

Ao anoitecer ainda passámos pelo Palais Royal de Bruxelles, inaugurado em 1934, mas não vimos a família real, infelizmente. Depois disso estivemos às voltas à procura de um restaurante português para jantar porque já estávamos com saudades de um bom bitoque. Acabámos por encontrar um perto do lugar onde ficámos alojados, o Cantinho da Cidade e foi excelente tanto pelo atendimento como pela comida.

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Palais Royal de Bruxelles

DIA 2

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Waffle com chocolate e cacau quente na Waffle Factory

Começamos a manhã no Waffles Factory, perto do Manneken Pis, para provar as famosas waffles com chocolate belga, acompanhado por cacau quente. Estava delicioso e foi ótimo para enfrentar o frio matinal que se fazia sentir.

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Jeanneke Pis

Depois de termos tomado o pequeno almoço decidimos ver a Jeanneke Pis, que é versão feminina do Manneken Pis, mas não tão famosa por ser mais recente, de 1985. Mesmo assim tem também muita piada.

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Arte urbana alusiva à banda desenhada Tintin, que é de origem belga

Passámos também por alguns jardins que ficavam no caminho em direção ao Museu Magritte, onde passámos a manhã. O museu é lindíssimo e é composto por secções, dependendo do tipo de arte que albergam. Uma das coisas que me surpreendeu foi o elevador devido ao seu interior.

Museu Magritte

Na parte da tarde passámos pelo Parc du Cinquantenaire quando íamos em direção às Arcades du Cinquantenaire. O parque e o arco foram construídos em 1880 e 1905 respectivamente, para celebrar os 50 anos da independência da Bélgica. Foi tão bom brincar com as folhas caídas das árvores tal como fazia na infância.

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Arcades du Cinquantenaire

Quando acabámos de ver o arco, fomos ao Fritland provar a famosa batata frita belga, que traz centenas de pessoas ao centro da capital. É mesmo uma delícia!!

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Patatine fritte

Acabámos o nosso percurso a ver o Atomium iluminado na noite! Para quem não sabe foi construído em 1958 para a Expo58 e representa cristal elementar de ferro ampliado 165 milhões de vezes. Foi uma pena não podermos visitá-lo porque estava fechado e pensávamos que também estava aberto durante a noite. Ficará para a próxima vez que visitar Bruxelas.

Atomium

Como ainda nos sobrou algum tempo decidimos voltar ao centro para provar um pouco da cerveja belga. Fomos até ao Delirium Café que é conhecido por ter a maior variedade de cerveja do mundo!

Interior do Delirium Café e cerveja consumida no espaço

Espero que tenham gostado!!

Au revoir!!

Il sogno di un Erasmus #6 – Pitigliano e Saturnia

Ciao a tutti!!

Voltei com mais um post (de saudade) sobre a aventura que foi o meu erasmus!! Pitigliano e Saturnia nunca estiveram na minha lista quando planeei os lugares que gostava de visitar, mas foram uma surpresa agradável!!

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Pitigliano

Pitigliano é uma comuna italiana que se situa na província de Grosseto, na região da Toscana. Pode parecer pequena como uma aldeia mas tem imensas casas típicas e muitos habitantes. Situa-se no cimo de uma colina e é possível ver-mos o verde da vegetação que a envolve nos inúmeros miradouros que existem um pouco por toda a parte. É ideal para passear entre as ruas apertadas mas acolhedoras e para explorar as lojas tradicionais que se situam no centro da mesma.

 

Pitigliano

Depois de visitarmos este lugar tão acolhedor, fomos à Villa Corano, uma quinta vinícola, para provar a tradicional Bruschetta (que consiste em pão cortado em fatias torradas, com cobertura de queijo, presunto ou azeite). Também degustámos diversos vinhos italianos enquanto apreciávamos a quantidade interminável de videiras e oliveiras em forma de pinheiro (sim, elas existem) que nos rodeavam.

 

Bruschetta servida na Villa Corano

Foi engraçado ver o grupo de espanhóis já bêbado com a pouca quantidade de álcool que beberam!! Estavam mais habituados a beber cerveja do que vinho!!

 

À esquerda: provando o vinho rodeado de vinha; À direita: oliveiras em forma de pinheiros

Depois disso, seguimos viagem para as termas de Saturnia, que se situam na comuna de Manciano, também na província de Grosseto. Têm este nome em homenagem ao deus Saturno. Visitámos a Cascate del Mulino, que é de acesso gratuito, para relaxar um pouco, com a temperatura da água a rondar os 37º graus. Visitei este lugar em novembro passado, pelo que soube mesmo bem estar dentro do quentinho daquela água em pleno inverno. Agora no verão não sei se será o melhor lugar para se estar, mas aconselho muito caso visitem a Toscana e a Itália no inverno.

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Cascate del Mulino

Espero que tenham gostado desta pequena sugestão e fiquem atentos aos próximos posts e às novidades que vos vou trazer!!

Arrivederci!!

Il sogno di un Erasmus #5 – Roma

Mais um post, mais uma recordação de erasmus!!

Depois de ter visitado Cinqueterre, visitei Roma, onde estive durante três dias numa das melhores viagens que fiz em erasmus!!

A capital italiana é um mundo completamente diferente do resto do país. A cultura desta cidade resulta da combinação da arquitetura da Antiguidade Clássica com os edifícos modernos, bem como um pouco da cozinha de cada canto do país. As multidões não podiam ser as mais diversificadas.

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Vaticano

Dia 1

No primeiro dia, nós tugas decidimos visitar o Vaticano, que é o único estado que se situa dentro da capital de outro estado. O museu do Vaticano é lindíssimo,  sendo um conjunto arquitetónico composto por diferentes estilos, onde se destaca o clássico antigo. Neste museu podemos encontrar todo o tipo de relíquias, pinturas, estátuas, mapas, instrumentos marítimos, livros e ouro, MUITO OURO!!

Museu do Vaticano

Além disso é composto por salas temáticas, como a sala dos mapas, salas com estátuas, salas com pinturas, a famosa Capela Sistina, átrios e jardins interiores. É um sítio a visitar obrigatoriamente. Fiquei principalmente surpreendido pela quantidade de ouro presente, em talha dourada e jóias, mas também pelos tetos e clarabóias minuciosamente detalhados. Foi possível ainda encontrar mapas e instrumentos náuticos da era dos descobrimentos portugueses e espanhóis.

Museu do Vaticano

Depois da visita ao museu, acabamos por visitar a Piazza San Pietro, onde o Papa costuma discursar a partir da sua famosa janela. Já era quase de noite, pelo que ainda pudemos ver o pôr-do-sol. Fui a Roma mas não vi o Papa, mas também já tinha visto sua Santidade quando fui a Fátima no ano passado.

Museu do Vaticano

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Piazza San Pietro

Dia 2

Piazza del Popolo

O segundo dia começou na Piazza del Popolo, onde podemos apreciar o sol intenso que se fazia sentir. O ambiente naquela praça é muito descontraído, o que é ótimo para começar o dia.

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Piazza del Popolo

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Piazza del Popolo vista a partir da Vila Borghese

Decidimos visitar o Panteão, um dos monumentos mais bem preservados do mundo e com uma beleza tremenda!! A entrada é gratuita e vale mesmo a pena pelas pinturas e pelas estátuas expostas. Também visitámos a Igreja de Santo Inácio de Loyola que se situa perto.

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Panteão

Gelado de creme de caramelo e dióspiro | Igreja de Santo Inácio de Loyola

Depois de uma breve pausa para almoçar, fomos passar a tarde no Coliseu e foi a melhor ideia de sempre (apesar da longa fila de espera)!! Foi tão bom estar num lugar que sempre vi nos livros de história e imaginar como seriam os espectáculos neste anfiteatro!!

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Fórum imperial

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IMG_20171021_183543Coliseu

Aconselho a ficarem até à hora de fecho pois assim aproveitam o pôr-do-sol, tanto dentro do monumento, onde a luz amarelada se vê entre os detalhes arquitectónicos, como por fora, iluminando a fachada até ao anoitecer.

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Interior do Coliseu

Fachada do Coliseu e Roma Antiga ao anoitecer

E como ir a Roma e não experimentar um dos restaurantes típicos? Visitámos um restaurante, cujo nome não me recordo, onde jantámos naquela noite que ainda nos sabia a verão. Aqui não pagámos a taxa de ocupação de lugar e de utilização de talheres, o que é muito comum acontecer em Itália.

Mural do Papa Francisco no metro de Roma | Pappardelle al Ragu di cinghiale

Depois de jantarmos ainda tivemos tempo de visitar a Fontana di Trevi, apesar da quantidade imensa de gente presente.
Iluminada pelas luzes, vemos a beleza das figuras bem como o brilho das moedas que mergulharam dentro da fonte e reluzem os desejos daqueles que as atiraram.
Foi difícil tirar fotos porque era pouco o espaço que tínhamos sem estar ocupado por pessoas, pelo que recomendo visitarem este espaço durante os primeiros raios de sol do dia que é quando há menos turistas.

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Fontana di Trevi

Dia 3

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Roma Antiga

No último dia na capital italiana, visitámos Roma Antiga, onde o Coliseu também se encontra. Tentei imaginar como seriam os monumentos que agora restam como ruínas, a partir daqueles que conseguiram chegar até aos nossos tempos. Templos, igrejas, casas, mercados, é possível ver um pouco de tudo neste espaço clássico. É também possível ver a reconstrução de alguns locais a partir de pedras e artefactos encontrados em escavações recentes.

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Roma Antiga

Para finalizar fomos visitar a Villa Borghese que tem vista para a Piazza del Popolo. O parque tem um relógio movido a água, estatuetas e alguns lagos. Antes de irmos embora ainda fomos à Piazza di Spagna, também muito conhecida.

Villa Borghese

Piazza di Spagna

Espero que tenham gostado deste post! Fiquem atentos para mais publicações sobre as aventuras que vivi em Itália!

Arrivederci!!

Il sogno di un Erasmus #4 – Cinqueterre

Agora que voltei de erasmus tenho finalmente algum tempo para recordar tudo o que aconteceu nestes últimos meses da minha vida. Ainda há tanto para escrever, se bem que nem tudo o que vivemos e refletimos pode ser demonstrado pela escrita.

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Monterosso al Mare

Um dos lugares mais bonitos que visitei em Itália foi Cinqueterre. É um conjunto de cinco vilazinhas que se situam perto de La Spezia, na região da Liguria. São estas, pela ordem que visitei: Monterosso al Mare, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore.

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Bilhete, mapa e horário dos comboios do Parco Nazionale di Cinqueterre

É possível visitar todas apenas num dia, se bem que a minha vontade de lá voltar é imensa. Aconselho a comprar o passe diário  de 16 euros, que permite visitar os 5 lugares, tanto de comboio, como através dos percursos pedestres, cuja vista para o mar é magnífica. Aconselho também a verificarem as notícias sobre greves nos transportes, porque normalmente quando acontecem, os transportes são gratuitos devido à falta de funcionários. No meu caso, apanhei um comboio de Pisa Centrale até La Spezia, onde se compra o passe diário.

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Monterosso al Mare

A primeira vila que visitei foi Monterosso al Mare, que se situa mesmo à beira mar com uma praia lindíssima e uma água azul esverdeada límpida que nos permite ver o fundo. Apesar de lá ter chegado bem cedo, o sol fez-se sentir, o que tornou mais agradável a visita. Foi curto o período de tempo que lá estive, pois o grupo que me acompanhou queria fazer o percurso pedestre que ligava esta vila a Vernazza.

Monterosso al Mare

Para aqueles que desejam fazer os percursos pedestres aconselho a verificarem o estado do tempo antes de saírem de casa, bem como levarem garrafas de água e calçado confortável, dependendo da dificuldade dos percursos que escolherem fazer. Outra precaução a ter em conta é verificarem se alguns dos percursos estão abertos, pois é muito comum acontecerem derrocadas nesta zona.

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Monterosso al Mare

Se já tinha adorado Monterosso, nem imaginam o quanto adorei Vernazza! É verdade que o percurso foi um pouco difícil, mas valeu completamente o esforço, pelas paisagens que me proporcionou, bem como pelo sabor do gelado que devorei quando cheguei ao destino!

Monterosso al Mare | Vernazza

Esta vila é muito diferente de Monterosso, pois equanto a primeira se situa na linha da praia, esta formou-se ao redor de uma pequena baía, onde é possível vermos muitos barcos e turistas. A minha sugestão é visitarem a baía, onde podem aproveitar o sol e depois aventurarem-se pelas ruazinhas típicas que vos fazem subir aos poucos a colina onde a maior parte das casas se situam, bem como o castelo antigo, que proporciona uma vista panorâmica da vila. É uma das vilas mais concorridas, pelo que aconselho a terem muito cuidado com os vossos pertences. P1140340

Vernazza

Como estava cansado do percurso anterior decidi apanhar o comboio para a próxima vila: Corniglia. O único ponto fraco desta vila é que se situa um pouco longe da estação de comboio e para podermos visitar o centro é necessário subir umas escadas que o grupo apelidou de infinitas. Apesar disso, a vista que nos proporcionava para o mar era maravilhosa, visto ser a única que não se situa mesmo à beira mar, mas sim numa montanha.

Corniglia

Infelizmente não consegui encontrar o percurso que ligava esta vila a Manarola, pelo que tive também de apanhar o comboio. Foi sem dúvida a minha preferida de todas, tanto pelas ruas, como pelo mar azulão onde pude me refrescar e pelo pôr do sol mais bonito que vi em Itália.

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Manarola

Nem consigo descrever o entusiasmo e o calor que aquele pôr do sol e aquela vila me transmitiram. É sem dúvida um lugar obrigatório a visitar quando passarem por Cinqueterre.

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Manarola

Já de noite, visitei a última das cinco: Riomaggiore. É muito maior do que as outras e situa-se entre duas montanhas. Não deu para ver muito devido à pouca iluminação das ruas mas ainda conseguimos subir a um miradouro que se situava perto de um moinho. Além disso, ainda provámos a pizza local que não era nada má.

Riomaggiore

Espero que tenham gostado deste post e que as fotos vos façam visitar este lugar que é património da Unesco, onde eu quero tanto voltar! O próximo post será, em princípio, sobre Roma.

Arrivederci!